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INFORMAÇÃO SUMÁRIA
 
Padroeiro: S. Tomé.
 
Habitantes: 709 habitantes ( I.N.E. 2011) e 866 eleitores em 05-06-2011.
 
Sectores laborais: Agricultura e construção civil.
 
Tradições festivas:   Senhora das Dores (3º domingo de Agosto).
 
Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial, Casa de S. Martinho, Casa da Torre de Aguiã (com capela de Santa Bárbara) e Casa de S. Francisco (com capela de S. Francisco), Capela de N. Sra. da Conceição, Capela do imigrante e Monumento de Homenagem ao Imigrante.
 
Artesanato: Ferraria e cestaria.
 

ASPECTOS GEOGRÁFICOS

 

Dista cerca de 5 Km a noroeste da sede do concelho, é atravessada pela estrada nacional nº 101 que liga a vila do Arcos de Valdevez à Vila de Monção. Confina a norte com a freguesia de Rio de Moinhos; a leste com o rio Vez tendo a freguesia de Gondariz na outra margem; a sul com a de Prozelo e a oeste com Prozelo e Rio de Moinhos.
 
 
RESENHA HISTÓRICA
 
 
Chamou-se de Guey, tendo depois tomado o nome da torre de Aguiã. A freguesia começou na encosta do monte de Penandorinha, onde se foram edificando casas no lugar de Guey, onde esteve a primitiva igreja, demolida em 1867. Na encosta do monte existem vestígios de muitas edificações primevas.
 
A Casa da Torre de Aguiã foi solar da fa­mília com aquele apelido, corrupção de aquilon (vento norte), tendo sido seu primeiro senhor Gonçalo Lopes de Aguiam. A Casa da Torre de Aguiã foi solar de uma família com este apelido, que no antigo português equivalia a Aguiares, tendo sido seu primeiro senhor Gonçalo Lopes de Aguiam.
 
Dizia o Padre António Carvalho da Costa na sua “Corografia Portuguesa” que “Aqui está a Torre de Aguiã, de que Senhor Simão da Rocha de Brito, fidalgo da casa de Sua Magestade, Cavalleiro do Habito de Christo e Capitão de Infantaria. Alguns querem que seja Solar dos Aguiares, se bem, os de que trata Conde Dom Pedro, e refere a Monarquia Portuguesa ... parece fazerem sua origem de Aguiar de Trás os Montes”.
 
A Casa de S. Martinho foi pertença dos Pugas, de Rio Frio, e a dos Carris foi fundada por um vigário da freguesia, do qual herdaram os Mellos, da vila dos Arcos.
 
Segundo a mesma fonte, 60% dos moradores activos trabalham na agricultura, dedicando-se ao cultivo de pequenas terras destinadas ao auto consumo, predominando a produção de batata, milho, vinho, hortifrutos e forragens.
 
Como principais actividades geradoras de emprego referem a construção civil; acentuam não haver desemprego na freguesia e acrescentam que no PDM está incluída uma zona industrial, planeada para a terceira fase do concelho.
 
Relativamente à utilização dos serviços públicos e outros, os habitantes de Aguiã são obrigados a recorrer a Arcos de Valdevez. O comércio existente na freguesia, alimentar e não alimentar a retalho, fornece apenas os bens essenciais de primeira necessidade.
 
No que se refere às acessibilidades, uma área tão importante para os habitantes da freguesia que frequentemente têm que se deslocar para recorrer aos serviços públicos ou usufruir de uma oferta comercial mais alargada, Aguiã é servida por uma E.N. e uma carreira de transportes públicos diária.
 
A distribuição domiciliária da correspondência é feita diariamente. Somente 40% da freguesia de Aguiã é coberta pela rede pública de distribuição de água tratada, proveniente de nascente e que é suficiente todo o ano, mas «já existe um projecto para completar a distribuição de água ao domicílio». A rede de saneamento básico é inexistente, sendo as águas residuais submetidas a tratamento por meio de fossa séptica. A recolha de lixo abrange cerca de 40% da freguesia e é feita duas vezes por semana, por meio de contentores.
 
No capítulo da escolaridade, existe um edifício destinado ao ensino pré-primário público e quanto ao ensino básico, existe apenas uma escola primária.
 
No âmbito da saúde e assistência social o panorama não é muito animador pois a freguesia não dispõe de quaisquer infra-estruturas no que se refere a esses dois aspectos. Quase o mesmo se poderá afirmar quando consideramos as áreas da cultura e desporto, pois apenas existe na freguesia uma escola de música e uma associação cultural que não pode deixar de ser mencionada: “Associação Cultural e Recreativa de Aguiã”.
 
Graças ao esforço da Junta de Freguesia, está em construção uma nova Sede para a Autarquia, na qual está contemplada a área cultural, com espaços próprios para as actividades regulares.
 
Como pontos de interesse turístico, aponta-se o património cultural edificado do qual fazem parte a Igreja Paroquial, Casa de S. Martinho, Casa da Torre de Aguiã (com a capela de Santa Bárbara) e a Casa dos Carris (com a Capela de S. Francisco). Neste ponto, são ainda de realçar as belezas naturais das margens do rio Vez, a sua praia fluvial e as vistas panorâmicas do Monte de Penandorinha. Apesar do seu interesse turístico, a freguesia não possui qualquer infra-estrutura de acolhimento aos visitantes. Aguiã tem um artesanato rico, em que sobressaem a tamancaria, a ferraria e a cestaria.
 
Tendo como orago S. Tomé, não podíamos deixar de referir a romaria da Senhora das Dores, que se realiza no 3.º domingo de Agosto e que atrai a esta povoação muitos forasteiros.
 
Ainda no que diz respeito à história da freguesia, no livro Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, pode ler-se textualmente:
 
«No catalogo das igrejas de Entre Lima e Mi­nho, pertencentes ao bispado de Tui, que o rei D. Dinis mandou elaborar, em 1320, Aguiã, então denominada “Sancti Tome de Gueey”, foi taxada em 50 libras.
 
Em 1444, a comarca eclesiástica de Valença compreendida naquele território, foi desmembrada do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, até 1512.
 
Quando em princípios do século XVI, as freguesias deste território foram incorporadas na diocese de Braga, D. Diogo de Sousa mandou avaliar os 140 benefícios da comarca eclesiástica de Valença, São Tomé de Aguiã rendia apenas 23 réis.
 
Em 1546, São Tomé era anexa à abadia de Santa Eulália de Rio de Moinhos. Foi avaliada conjuntamente com esta em 50 mil réis. No Censual de D. Frei Baltazar Limpo, (1551—1581 ), esta igreja aparece denominada "São Thome de Guey". No documento No documento a que agora me reporto, Aguiã dividia-se numa metade com cura e outra sem cura, sendo, porem, no seu todo, da apresentação do visconde de Vila Nova de Cerveira, por doação que lhe fora feita, e, pois, confirmada por D. Diogo de Sousa.
 
Segundo Américo Costa, o seu vigário foi da apresentação do abade de Santa Eulália de Rio de Moinhos, enquanto lhe esteve anexa. Em termos administrativos, refere-se que o lugar de Pogido fez parte da freguesia de Aguiã, desde 1916 até 1944.
 
A partir deste ano, com a publicação tio decreto-lei nº 33696, de 8 de Junho, o referido lugar voltou a pertencer à freguesia de Gondoriz.»
 
 
 
( Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo e Freguesias Autarcas do Século XXI, Terra de Valdevez e Montaria do Soajo).
 
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